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12 Fevereiro

 

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FUTSAL

2 V    2 D

ESCOLAS

Excelente vitoria

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INFANTIS

Mais um pesada derrota

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INICIADOS

Uma excelente vitoria com rival classificativo

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JUVENIS

Uma derrota perante uma equipa que estaria ao nosso alcance

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Grupo Recreativo de TERCENA    -      Fundado em 1-08-1928

MEMORIAL

            Corria o ano de 1927 quando um grupo de habitantes de Tercena sentiram a necessidade de entre eles conviverem e com suas famílias.

            Mas como em Torcena até essa data, como pontos de convívio apenas existiam algumas tabernas e por feliz acaso a igreja de Santo António estava abandonada ao culto logo aí nasceu a ideia de a ocupar e fundar nesse lugar a sua colectividade e se assim pensaram melhor o fizeram: O Trindade, Manjerico, Álvaro da Bazaliza, Fernando Martins, Américo Duarte, meteram mão à obra e assim nasceu o Grupo Recreativo de Tercena para servir o recreio e a cultura. Ali nesse pequeno espaço foi criado um conjunto de cordas (Banjos, Bandolas, Violas) e uma bateria de acompanhamento.

            Guilherme Cândido, Vitor Pires, Farman, Álvaro da Silva, Abílio Teixeira, Artur Rodrigues, etc., todos eles chefiados por Jaime Silva “Barcarena”.

            No sítio onde outrora fora o altar mor, foi construído um pequeno palco onde aos fins de semana actuaria o conjunto musical e de futuro um prometedor grupo Cénico. Mas não estavam satisfeitos os fundadores desta obra e assim começaram por abordar um rico lavrador da época, Jabardo de seu nome o qual num gesto de boa vontade lhes cedeu o terreno onde hoje está implantada a nossa sede.

            Terreno cedido, há que pensar nas obras, as quais por falta de meios duraram cerca de dois anos e em 01.08.1937 o grande sonho tinha-se tornado uma realidade.

            Quanto ao Grupo de Teatro de 1927 a 1937 pouco ou nada sabemos por não termos dados, sabemos apenas de que foi representada uma peça intitulada “A Santa Inquisição, nos degraus de acesso à igreja, mas não chegou ao fim a representação pois a Guarda Republicana também quis actuar, e tudo não passou de um grande susto.

            A cultura e o recreio jamais pararam ao longo dos tempos nesta pequena colectividade.

            E muitos mais lutaram para que esta casa fosse uma realidade mas a memória dos mais velhos, seus nomes já não alcançam.

            Em nome do colectivismo Bem Hajam

Necas 22.04.99

 

“ OS NOMES QUE TERCENA JÁ TEVE”

Breve historial dos variados nomes que a localidade de Tercena já possuiu e histórias envolventes

TERCENA À 740 ANOS CHAMAVA-SE «TORGENA»

A palavra Tercena, que dá o nome à mais populosa localidade da Freguesia de Barcarena, já é conhecida deste século XIII, no reinado de D. Afonso III só que, tal qual agora, em épocas mais contemporâneas foi mudando na sua estrutura gráfica, devido às diversas influências fonéticas e gramaticais e isto comprovado ainda hoje, pois pessoas idosas continuam a prenunciar «Torcena», mesmo sabedores que a palavra se escreve com «e» e o seu actual nome é Tercena à trinta anos.

Inicialmente o nome desta localidade era Torgena, conhecido recentemente, talvez versão mais recente da sua origem que se teve conhecimento, devido a estudos efectuados na Torre do Tombo, onde, para se encontrar confrontações de um terreno situado na Serra de Colaride, cerca do Cacém a fim de dar maior expressão a uma exposição local denominada «Colaride, Paisagem e Memória» se foi encontrar toda esta área onde se insere a actual terra, com referência a oriente e a sul do referido terreno pela «Herdade dos homens de Torgena». A ocidente pelo rio de Agualva e a norte pela herdade de Domingos Galego.

Foi isto que alertou quem procurava o referido documento, e nos transmitiu de imediato por saber que éramos amantes destas curiosas histórias ligadas à origem dos povos.

Este documento com as confrontações, data de 1260 e refere-se a uma herdade pertencente a uma tal D. Maria Mendes pertencente ao termo de Lisboa, precisamente onde se insere o actual espaço geográfico da terra em questão.

Esta descoberta veio alterar por completo os conhecimentos existentes até aqui sobre a actual Tercena, já que se sabia que nos anos trinta, a localidade era conhecida por Torcena e sobre este nome, garantia o Mestre Instrutor Assis Mafra, grande sumidade que trabalhara na Fábrica da Pólvora, que se tratava do nome de um bacamarte que se fabricava nas antigas Ferrarias de El Rei, do tempo de D. Manuel I e que existiam bem junto dos muitos engenhos de fabrico de pólvora nas margens da Ribeira de Barcarena.

A grande verdade é que, vistoriado por todos os museus de armaria do País e até da vizinha Espanha, jamais se confirmou esse nome referenciando uma arma, e como tal «Torcena», aparecia assim com aquela origem duvidosa, só que aquele funcionário que esteve cerca de sessenta anos como trabalhador especial e técnico no fabrico de pólvoras na Fábrica de Barcarena, jurava que era, e como o interesse era relativo assim ficou.

Sabia-se que Tercena, era traduzido por silos ou celeiros agrícolas junto ao mar ou ribeiros e isso conduzia com o que conhecíamos da realidade agrícola da região, mas também é verdade que Tercena significa «arsenal», vindo pois satisfazer os menos curiosos, de que afinal Tercena tinha a sua origem no facto de se encontrar perto da Fábrica da Pólvora de Barcarena.

Outros mais estudiosos e curiosos garantiam que Tercena derivava dos «tércios», ou lutadores de cruzadas que utilizavam os «terçados», espadas de folha curta ou facão grande e que nos terrenos perto da Fábrica da Pólvora se treinavam para as grandes batalhas e que possivelmente teriam dado lugar toponímia da terra ideias que fervilhavam certamente na mente de sonhadores e curiosos como nós, mas a grande verdade é que Torgena, palavra de influência árabe, vem já do século XIII.

Esta realidade comprovada, leva-nos a concluir que a palavra poderia já significar, «arsenal» e já nesse tempo se fabricar pólvora junto ao ribeiro e portanto mais anterior que as datas que eram conhecidas como tal, século XVI, no reinado de D. Manuel I, ou apenas se traduzia por «celeiros junto ao ribeiro» e isto também poderia ser tomado em linha de conta, na medida em que sabíamos que toda a zona era fértil na fabricação de trigos e outros cereais.

Concluímos portanto que ao longo dos séculos e desde que é citada em documentos, a actual Tercena, terá passado pelos nomes de TORGENA (1260) e TROCENA (1838) como nos narra «O Memorial de Oeiras», e diversos documentos existentes na Biblioteca Municipal de Oeiras, TORCENA até (1930), como comprovam os antigos documentos da fundação do Grupo Recreativo de Torcena em 1928 e actualmente TERCENA, desde o início dos anos trinta e esta última mudança por o Dr. Joaquim Cabral digníssimo e competente médico de Barcarena que na altura foi vereador da Câmara Municipal de Oeiras, possivelmente ter dado conhecimento que o nome da terra seria na realidade Tercena e o facto de pronunciarem Torcena, tratava-se de mais um defeito linguístico do povo e esta explicação fora apoiada pelos seus conhecimentos gramaticais e sobretudo por saber que o dicionário referia a palavra com a tradução que ele entendia ser a mais correcta, aliada às realidades que eram conhecidas no local, «arsenal» ou agricultura e a simples troca de uma letra fora aceite sem grandes contestações, ou mesmo qualquer referendo à população da localidade, que na altura era diminuta prevalecendo apenas junto à linha férrea campos de agricultura e alguns casais que a ela se dedicavam em exclusivo.

Uma história que se divide em verdadeiras lendas que perduram à mais de setecentos anos e que são o sustentáculo de todo este mistério que envolve a nomenclatura da localidade, mas que ela tem a ver com pólvora e cereais, isso ninguém tenha a menor dúvida.

Fernando Silva 2005